Arquivos por ano: 2015

miséria

dezembro 17th, 2015 (Nenhum comentário)

seja bem vinda à miséria de ser quem eu sou. puxa uma cadeira. pega uma cerveja na geladeira. não sei se ela está gelada. eu estou. isso é ser um cara miserável. isso é ser um cara sozinho. eu sou assim: sozinho. você quer companhia? não aqui. qual o sentido em ser um cara sozinho […]

moléculas ou pessoas?

dezembro 17th, 2015 (Nenhum comentário)

num belo dia eu acordei (era uma vez) e cismei que entendia mais as moléculas do que as pessoas. amanhã um taxista me falará: “é muito difícil entender as pessoas” e eu responderei: “é impossível entender as pessoas” e eu nem vou cobrar bandeira dois por isso. é mais fácil entender o ínfimo é mais […]

eu sou

dezembro 17th, 2015 (Nenhum comentário)

Eu sou o momento de rodopio químico que nos faz acreditar em coisas. Eu sou o elegante micromovimento de ar que o bater das asas de um beija-flor produz para mantê-lo parado no espaço vazio e que não é vazio coisa nenhuma porque está repleto de ar (o beija-flor sabe disso). Eu sou aquele pequeno […]

elogio da procrastinação

dezembro 17th, 2015 (Nenhum comentário)

não fui ontem mas hoje eu vou prometo: e só vou hoje pra não ter que ir amanhã. porque amanhã eu vou ter preguiça. e eu procrastino tudo até a preguiça que eu preferiria ter hoje do que amanhã. a minha preguiça. preguiça adiada é preguiça perdida. cancelo tudo hoje só pra não ter que […]

fingindo escrever

dezembro 17th, 2015 (Nenhum comentário)

não acredito. é ela. com ele. claro, isso tinha que acontecer. mais cedo. mais tarde. padaria de merda. ela está em todos os cantos dessa padaria. a nossa padaria. e agora ela vem com ele. que é bem o tipo dela e que ela me jurava que não era. que não é. coisinhas tão pequenas. […]

mosaico

dezembro 17th, 2015 (Nenhum comentário)

a noite se vai neste mosaico de espelhinhos quebrados bem diante de mim no balcão do bar amigo. a mente mantém-se nas frestas desses azulejinhos que me refletem dum jeito quebrado assim como eles. é por um instante, apenas. tudo é apenas por um instante, apenas. olho para as frestas: a mente se foi. é […]

estranho

dezembro 17th, 2015 (Nenhum comentário)

Como as pessoas são estranhas em suas variedades múltiplas de estranhezas. Como sou eu também estranho nesta ostra de mesa de café e cadernos abertos ao vento. Como sou eu estranho em querer ser mais estranho do que o resto dessas pessoas. Como sou estranho nesse julgamento. Sou estranho, mas acabo sendo o mais normal […]

pagonada

dezembro 17th, 2015 (Nenhum comentário)

pago caro pelos atos que compro mas não pago com a mesma moeda: pago com juros se necessário mas nunca em espécie: não pago mico nem o pato e nem bicho nenhum: tô pagando pelos pecados ainda que são caros e não pago pra ver: pago a língua e muito: não pago pau pois não […]

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