Apocalipse, pode vir.

apocalipse

“The horror! The horror!”
– Joseph Conrad

O horror. O horror. Em todo lugar: o horror. Nada mais explica. Nada mais resolve. Nada mais: fico menos.

Quantas (e quais) palavras são necessárias para explicar a pletora gosmenta de imagens datenescas (vejo Dante em Datena) que se desenrolam, quadro a quadro, como um grão em grão que nunca enche o papo de nossas insatisfações midiáticas? Conhecemo-nos nessa falta de misericórdia, nessa cegueira ao defender as ideias que nunca nos defendem, atirando em cabeças que imploram pelas vidas de seus baixos troncos? Conhecemo-nos nessa selvageria de ideologias sanguinárias, de caras covardes e protegidas pelas máscaras arquetípicas de um terror que nunca sai de moda?

Reconhecemo-nos como terroristas?

Não me perguntem o que acho sobre as atualidades. Eu falo sobre uma aqui e outra lá, meio por cima. É inevitável. Apesar da vergonha em sê-lo, ainda sou humano. Certas coisas me tocam. Mas dificilmente me pronuncio. A razão pra isso é que eu levo tudo para o lado de uma louca teoria da conspiração. Então não me obriguem a revelar aqui os meus sistemas, que são deturpados e ingênuos, eu sei, mas que são também belos como o brilho no olho de uma criança ao ter certeza de que tem certeza de algo.

De tudo que pode ser dito sobre os horrores do mundo, a única coisa que realmente diz alguma coisa é: apocalipse, pode vir.

Ou simplesmente: o horror, o horror.

- Cato Ribeiro





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