BAGUNÇA

bagunca

Fluido bagunçado de propriedades estranhas que sou
(sempre em diferentes e infinitas projeções),
escorro com a dor pungente de quem não sabe se vai ou não.

Vivo numa turbulência até que confortável
e incessante e inquieta e buliçosa,
não me acalmo, entro junto,
arrumo o corpo e pego um jacaré na crista da desordem,
sem preocupações vãs,
sem ânsias de ordem,
sem vontades de calmarias.

Vivemos numa sociedade que não quer bagunça,
mas que é toda bagunça.

Bagunça, sai do armário.

— Michel Consolação





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