BUMBA DEU OI

bumba

BUMBA DEU OI

entreparadas
nos movimentos
dessa poesia
incubada

poesia de
semáforo

paradas
que balançam
lá-cá

zoando
cadernos:
essas linhas
moventes
em lugar
nenhum

linhas utópicas

minhocões
fazendo sombras
injustas:
o verde
o vermelho
e a pura luz
bruta na sua
suavidade
de fuligem
riscada
sobre essa pintura
de ônibus
impressionista

roletas do caos

você é
um bilhete
único
só de ida
pro nada

menina nada

homens
e seus sacos

mendigos
e seus sacos
plásticos
cheios de
outros
sacos

sacos infinitos

quanto saco

haja saco

onde é
que eu aperto
pra descer?

no ponto
eu não chego

sou vírgula

- J.Castro





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