A última entrevista

Elis Regina deu essa entrevista no dia 5 de janeiro de 1982, quatorze dias antes de morrer, para o programa Jogo da Verdade, apresentado pelo jornalista Salomão Ésper e que contou, para esta entrevista, com a participação de Zuza Homem de Mello e Maurício Kubrusly, jornalistas e críticos musicais. Elis mostrava-se extremamente confiante e defendia suas opiniões fortes com naturalidade e muito charme. A seguir, o que consideramos alguns dos melhores momentos da entrevista.

1) Desnudar-se é possível?

2) “Queria morrer sendo eu”

3) Prepotência e Exacerbação

4) Produção independente, o estreitamento dos canais de expressão e as campanhas de massificação

5) Arrigo Barnabé, a cultura oficial e a contracultura

6) Marginal de mentira e a parada de não sucessos

7) Os 1000 cruzeiros e a luta de classes

8) Elis Regina na época da reprodutibilidade técnica

9) A falta de modéstia e a besta do “após calipso”.

10) E Elis simplesmente sendo Elis.

11) E a entrevista completa

Viva Elis.





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somos caos

no limite
das ofensas
a quase memória
transforma amor
em tempestade:
somos perdição
e caos

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VIVER E ESCREVER

VIVER E ESCREVER

No meio da zona
procuro os ontens.

Seria mas fácil
esquecer.

Minha consciência flutua
pelas lombadas dos livros,
tão esquecidos.

E vejo os poemas improváveis,
ali sorrateiros, ali escondidos.

Entre as pilhas dos mortos
está a mente luminosa.

Procuro ainda:
os olhos tóxicos,
a intensidade do gênio,
a queda da moralidade.
Não existe Ética
e os demônios dormem.
Quero apenas
viver e escrever

Foi no meio da zona
que achei utilidade
em me perder.

- Michel Consolação


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fotocracia, o texto

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FOTOCRACIA

Nas temperaturas das sombras. Como um portal que se abre, janela depois de janela, em infinitas aberturas que comportam seres já habituados à escuridão. Esquecidos. Já não lembram mais da luz da cidade. E não percebem a verdade, ali iluminada: a luz vê a cidade.

O concreto desenha formas de natureza, numa inversão que nos faz pensar. A luz refrate e reflete e bloqueia suas escuridões primordiais na cortina de pó humano. Toda luz tem um ímpeto inicial em manter-se na treva. A vontade de existir quebra esta preguiça original. Não é muito diferente com as mulheres e os homens da cidade, vivendo submersos numa bruma de plástico que se espalha por todas as direções.

As luzes da cidade ficam mais intensas nas dobras das sombras que se formam nos recortes da arquitetura às vezes tão triste. Tão dura consigo mesma. A luz, na tentativa de suavizar a tudo, apenas aumenta o contraste, aumenta as diferenças, e põe tudo a perder. Ou quase.

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Os sinais luminosos avisam. Orientam. Controlam. Numa sociedade de controle a luz fica como uma prisioneira, tendo hora para existir, tendo hora para se extinguir. Como a humanidade. Meio com hora pra tudo.

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FOTOCRACIA (PHOTOCRACY)

photocracy

Um poema audiovisual de Tulio Ferreira sobre a luz de São Paulo. Texto de Vaner Micalopulos.

Photocracy from Tulio Ferreira on Vimeo.

*Aperte o CC para carregar a legenda.


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mesmo

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tudonada


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Sinteticamente anormal

Animação digital do poema “Sinteticamente Anormal” de J. Castro, video em Alta Definição (720p);

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