agrado forçado





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seja gostosa


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BROTHER DRUMMOND

O Drummond é amigo de todo mundo. Mas brother mesmo, só de alguns. Porque brother que é brother aguenta o castigo eterno de baboseiras, poses, mesmices, pixações, roubos, aproveitamentos e o que for. Ele não fez nada pra merecer esse inferno de bronze, mas aguenta mesmo assim. Porque é brother.

Abaixo, algumas dessas brodagens espalhadas pela internet. Valeu, brother Drummond.

Carinhoso:

classica1

classica

 

Tirando selfie:

selfie2

selfie1

 

Ajudando nos paranauê das artes:

play

cow

 

Aguentando o castigo, porque é brother:

patria

misha

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também fomos crianças

A gente sabe que o Dia das Crianças está chegando por causa de duas coisas: o calendário (claro) e a epidemia de fotos infantis nos perfis das redes sociais da vida. Se o Leminski estivesse vivo, talvez entrasse na onda coletiva e nos brindaria com uma dessas:

 

Ou não. De qualquer maneira, aproveitando a chegada desse período de fofices e nostalgias um tanto exageradas, lembramos que os homens e as mulheres das letras também já foram crianças, por mais que duvidemos disso. E, por isso, aí vai uma coletânea de fotos de alguns monstros e monstras da literatura da época em que eram apenas monstrinhos e monstrinhas.

1. Agatha Christie

 

2. Jorge Luis Borges

 

3. Caio Fernando Abreu

caio

4. Albert Camus

5. Truman Capote

6. Chico Buarque

 

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detalhes do Barganha

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polaroide fingida

fico de olho
na parede
concentrando
a minha sede
num raio laser
de ócio furioso:
foco-pensamento
cravado no ponto
da inexistência
e continuo assim
e ficarei assim
até que a parede
se manifeste
com suas manchas
e rachaduras
e até mesmo
um desmoronar
sobre mim:
e espero
as manifestações
dessa espera
na minha pessoa
as tais verrugas
e perebas
e manchas
um desintegrar
em mim:
antecipo cânceres
e interpreto
os sinais
dos fatos
corriqueiros
e dos ratos
fofoqueiros
como os finais
das coisas
que não mais serão:
o café-oráculo
me deixa nervoso:
ponho-me de lado
numa polaroide
rasgada
de memória fingida:
a parede está lá
ainda e sempre:
algo de bom
precisa acontecer:
parede, café
digam-me
num sinal ruidoso
dos seus terremotos
tão covardes:
na cafeína sísmica:
no peito que encosto
contra a alvenaria
coberta de sofrer:
é pra quando
esse acontecer?

- J.Castro

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golpista impossível


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PONTOFRACO

PONTOFRACO
.
esta sua
falta de
critério:
é sério?
.
sou bicho
à toa
e esse
seu jeito
de leoa
(seu naipe
de patroa)
meio que
destoa
.
amor extremo
saindo da pele
espremido
nas extremidades
do toque supremo
.
“você pegou
no meu
ponto fraco”
isso aí
eu só diria
para o meu
proctologista
.
foi nos lances
extremos
que bem
nos demos
e serão neles
que ainda
faremos
nossos bons
poemas
.
vem molhada
toda sacanagem
vem safada
nada estiagem
.
você chega
toda tirana
e eu fico
sem saber
se você tá
me tirano
ou não
.
diminui aí
essa sua margem
de lucro
que eu posso até
me interessar
.
extraindo
do estrago
algo que soe
puro
.
só heineken
é sacanagem
.
só heineken
e eu já sei
que é hora
de seguir
viagem
.
eu quero
o seu bem
então é comigo
que você
vem

- J.Castro


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