cinismo limpo

cinico

o amor dos primeiros dias. tocante. o casal no começo de tudo. aquele tudo babão, meio nojento. eu sou um cara nojentinho. é por isso que não me veem como poeta. sou muito nojentinho pra ser poeta. e posso ser assim, fresco, mas pelo menos não caio em ilusões erotomaníacas. nessas armadilhas do amor. não mais. erotomanias ferem. qualquer coisa que leve a palavra mania na sua descrição não pode ser algo bom. maníacos são muito chatos. perigosamente chatos. e o amor é uma espécie de mania. nem fui eu que disse isso. mas não consigo dar o crédito agora. pura preguiça. deixem-me abusar do meu cinismo. levei anos desenvolvendo-o. fica difícil não ser cínico agora, depois de tanto treino. eu sou cínico, mas sou limpinho. juro. e é por isso que vejo esses amores dos primeiros dias com tanta chatice. desculpem. eu sento num balcão de bar e o amor está lá: esparramando-se. bonitinho. mas nojentinho.

- J.Castro





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