gruda

cheiro

e então: o disparo. num choque de tiro torto. num estampido de grito seco. numa espuma que não se forma num café que é todo mau presságio. em vários nuns. em vários nadas. numa espuma que parece plástico. eu gostaria de dizer plástico puro, mas a verdade é que eu não sei mais o que é puro ou não. então eu fico apenas com um: plástico puto.

sou coisa doida. eu não sei o que isso significa. você quer acreditar no contrário? pois não sei. sou coisa doida. e quero que me respeitem como tal. não um doido. nem uma coisa. um coisa doida. assim, no masculino mesmo. o coisa. a coisa. tantofaz. somos coisas. eu sou doida. ou melhor doido. sou coisa homem. e é assim que é.

inserindo declarações nos meios dos nadas. frases soltas que prendem minha atenção. como se eu precisasse disso: pra me prender: a você.

o cheiro na palma da mão. o querer na calma do não. o quase nada que eu finjo que é tudo ilusão. o quase nada que eu quero que seja: tudo: ilusão. só que não.

e uma espécie de noite mal acabada que eu só queria que nunca chegasse ao: fim.

gruda. e me muda.

sim.

- J.Castro





postado em por admin em prosa deixe um comentário

adicione comentário

www.scriptsell.netBest Premium Wordpress Theme/Best Premium Wordpress Theme/ Top