Musa Inexistente

musa

MUSA INEXISTENTE

Olho apertado que me traria a calma
e cabelos formando ondas de paz
que deixariam tranquila a minha alma:
montaria por mim um sonho lilás.

Sopraria versos doces com vivalma,
para, assim, dar-me um lírico gás;
numa preguiça, daria-me na palma,
diria-me: “é pro seu bem, meu bom rapaz!”.

Indescritível musa, inexistente,
imagino-a em discussões oníricas:
minha burrice ficaria patente.

Afundaria-me em suas mechas pacíficas,
procurando meu herói latente
em suas ilusórias curvas magníficas.

- Michel Consolação





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