NÃO ERA PRA SER

era

não era pra ser. está aí um paradoxo daqueles. e que a gente joga no meio de qualquer discussão. é um argumento que destrói. pois não significa nada. não era pra ser, então nunca foi, nunca será e não passou de uma possibilidade. como não foi, agora não é nada, mas é um nada que sempre foi um não era pra ser. e já que não era pra ser, ele acha que pode ficar aí zanzando na forma desse nunca realizado era pra ser. era. não era. repito os mesmos erros num frenesi de catuaba selvagem. e fico perdido nos infinitos espaços entre o era e o não era. não sou o primeiro a dizer isto: a visão do tudo me assombra. então eu prefiro deixar pra lá e lembrar, docemente, que simplesmente não era pra ser.

- J.Castro





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