o cara sozinho

sozinho

sou o cara sozinho. eu sempre falo isso. ok, redundância é a regra. e quando eu saio, eu saio sozinho. não tenho tchurminha. é triste, mas é assim. então, na balada, eu fico rastreando as pessoas. numa aparente arrogância. esse rastrear é uma filtragem. vou como um prisma bêbado, transformando tédio em alegria. mas só dentro da minha cabeça. prisma inútil. as pessoas não gostam muito de um solitário convicto. é como um suicida: ninguém quer ter um na turma. a beleza de tudo isso é que o solitário também não quer fazer parte da turma. e nem o suicida. um cara sozinho, e feliz com isso, faz as pessoas ficarem desconfortáveis. com dúvidas. e ninguém quer ter dúvida numa noite de sexta-feira. olham-me estranho: a dúvida sou eu. ninguém quer dúvida esta noite.

- J.Castro





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