SUPERBUNDANDO

superboiando

SUPERBUNDANDO

Não há razão para o tormento,
não há razão para o momento,
não há razão para o acontecimento,
não há razão para as rimas
e não há razão nem mesmo para a razão.

Ela mesma.

Somos superabundantes em explicações
mas continuamos meio que bundando,
mergulhados em tolas suposições:
superboiando.

Eu sento e escrevo com certa presunção
e quero atrair alguns olhares;
outros olhos com milhões de outros motivos
para olharem outras coisas sem motivo.

Não há olhar,
não há tormento,
não há momento,
nem mesmo um motivo,
que me explique a razão
para estarmos vivos.

A gente nasce pra ir.

Bundar, olhar e rir.

Sem motivo.

- Michel Consolação





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