paulistranhamente

são paulo suave
pena que cresce

poesia de
poste
não dá

quer goste você
ou não
mas de poste
não dá pra fazer

postes

luzes vintage
cortando quadros randômicos
em barbarismos de línguas
que nunca viveram
e que nunca morrerão:
lógicas de luz
só sendo de luz
pra entender

a cidade estourada
e sóis cremosos
pairando sobre poças
e bossas

 

o asfalto dorme
lá fora
não aqui

alcatrão hipnagógico

o dinheiro barato
nas rodas duma
wall street tupiniquim

bolsas falsificadas
em galerias pajés
tomadas e bloqueadas
em vão

bolsas axiológicas

 

n’augusta da vida
pessoas ecléticas
no eclético’s

na porta, concreto

a augusta baixa
do lado de cá
sob a força
duma grave gravidade

a elite, pseudoleve
prefere o lado de lá

bares cheios
almas vazias

“mesa? só lá dentro.”

mesa fora

 


almas penadas
sobrevoam a praça roosevelt
aterrada

o cheiro do mijo
esconde catarses
agora soterradas
sob a merda
dos sátiros

 

– poema de J.Castro
– fotos de Vaner Micalopulos




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Papais Noéis do mal

O Natal está chegando e é claro que as tradicionais fotos de Papais Nóeis bizarros, assustadores e zumbis começam a pipocar pela rede. Nós escolhemos algumas das imagens mais engraçadas (e, para algumas das crianças retratadas, traumatizantes). Divirtam-se.

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FEIRA MIOLO(S)

No último final de semana rolou a Feira Miolo(s), da qual participamos, orgulhosamente. Fizemos um registro fotográfico dessa gente muito boa que conseguiu lotar a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, com suas produções maravilhosas. Parabéns à galera da Lote 42, organizadora do evento e que mandou muito bem em todos os detalhes. Viva a produção independente. Ano que vem tem mais.

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BROTHER DRUMMOND

O Drummond é amigo de todo mundo. Mas brother mesmo, só de alguns. Porque brother que é brother aguenta o castigo eterno de baboseiras, poses, mesmices, pixações, roubos, aproveitamentos e o que for. Ele não fez nada pra merecer esse inferno de bronze, mas aguenta mesmo assim. Porque é brother.

Abaixo, algumas dessas brodagens espalhadas pela internet. Valeu, brother Drummond.

Carinhoso:

classica1

classica

 

Tirando selfie:

selfie2

selfie1

 

Ajudando nos paranauê das artes:

play

cow

 

Aguentando o castigo, porque é brother:

patria

misha

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também fomos crianças

A gente sabe que o Dia das Crianças está chegando por causa de duas coisas: o calendário (claro) e a epidemia de fotos infantis nos perfis das redes sociais da vida. Se o Leminski estivesse vivo, talvez entrasse na onda coletiva e nos brindaria com uma dessas:

 

Ou não. De qualquer maneira, aproveitando a chegada desse período de fofices e nostalgias um tanto exageradas, lembramos que os homens e as mulheres das letras também já foram crianças, por mais que duvidemos disso. E, por isso, aí vai uma coletânea de fotos de alguns monstros e monstras da literatura da época em que eram apenas monstrinhos e monstrinhas.

1. Agatha Christie

 

2. Jorge Luis Borges

 

3. Caio Fernando Abreu

caio

4. Albert Camus

5. Truman Capote

6. Chico Buarque

 

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dia mundial da fotografia

foco

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IN-EDIT 2015

O Um Milhão participou da feira de zines que rolou durante IN-EDIT (http://www.in-edit-brasil.com/). Foi legal, foi chuvoso, os pés ficaram frios, mas os corações se aqueceram. Tinha muita gente legal, vários trabalhos interessantes e a organização estava ótima, enfim, foi uma ótima maneira de passar o dia. Aproveitamos pra tirar umas fotos. Vejam aí. Depois faremos outro post mostrando com mais detalhes a nossa mesa e os nosso trabalhos. Valeu. Tchau.

acerca

in-edit

amarelos

in-edit

benditto

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Benditto seja

Benditto é o nosso paladino das ruas. Do asfalto sujo e da fuligem doce. Benditto é pseudônimo. Um dia diremos o nome verdadeiro dele e vocês acharão graça. Benditto não gosta de mostrar a cara. Tá clichê fazer isso hoje em dia, mas gostamos de um clichê. E gostamos mais ainda de quem não faz questão nenhuma de mostrar a cara.

depois

Benditto começou mandando as fotos dos seus lambes pra nós, algumas vezes com alguns versos nossos e tals. Nós gostávamos, mas não dávamos muita bola. Não era arrogância. Era só preguiça mesmo. Tudo aqui se resume a uma palavra: preguiça. Vão se acostumando. Continuando: ele começou mandando umas intervenções, coisa pouca, com algumas frases e versos nossos. De novo: gostávamos. Aí ele começou a mandar uns textos próprios. E mais intervenção. Como sempre vimos essa coisa de intervenção urbana com olhos tortos (muita sujeira pro gosto de alguns frescalhões daqui), não dávamos muita bola.

taoeu

ouve

Então, resolvemos unir o útil ao agradável (horrível essa frase, mas já foi) e, já que não gostamos de sujar as mãozinhas, pensamos: por que não chamar o bendito do Benditto para unir-se oficialmente a nós e, assim, levar as nossas palavras para as ruas? Falamos com ele, que se fingiu lisonjeado, e agora é assim: sempre que você avistar algum poema do Jota ou do Vaner ou do Michel ou algum desenho do Thiago aí pelas ruas da vida, o culpado pelo vandalismo é o Benditto.

depois

tanto

Benditto também é poeta (sim, mais um; tá epidêmico o negócio) e é claro que ele quer mostrar esse seu lado pro povo. Nós prometemos ajudá-lo com isso. O resultado veremos com o tempo. Por enquanto, ele exercita o seu lado poético colando textos autorais nas ruas da vida. Todas as frases coladas ou pintadas por ele que estiverem sem assinatura são obras inteiramente criadas por ele. Dissemos pra ele assinar, mas ele nos disse: não assino. Modéstia artística pra nós é oxímoro, mas, mesmo assim, entramos no embalo e resolvemos contribuir com o acervo do imaginário urbano coletivo da cidade com algumas frases não assinadas. Achamos legal. Vejam aí algumas das criações inteiramente feitas por Benditto:

dica

nadatudo

insistir

apatia

Com o tempo vamos aumentando esse acervo. Poesia concreta? Não, óbvio demais. Só uma sujeirada poética. Aguardem mais. Benditto seja.

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