pagonada

pago caro
pelos atos
que compro
mas não pago
com a mesma
moeda:
pago com juros
se necessário
mas nunca
em espécie:
não pago mico
nem o pato
e nem bicho
nenhum:
tô pagando
pelos pecados
ainda
que são caros
e não pago
pra ver:
pago a língua
e muito:
não pago pau
pois não sou
fresco:
pago as custas
o mal pelo bem
pago pra você
e pra mais ninguém:
ok?

- J.Castro




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bardos

morte. não morte. eu era um cara sem fé: aí eu vi a ponta do meu pé: entrando no crematório. depois daquilo, eu acabei aqui, torcendo por eternidades. eu visto a camisa. sou um buda anacoreta. trilho o caminho do pra sempre. não acredito em renascimentos, pois eu tenho certeza que renascimentos existem. e lembro da minha última vida: eu era um enorme babaca. quero fazer tudo direito desta vez. juro que quero. a morte está aí. fungando no cangote. deve-se estar preparado. para garantir boas direções na confusão kármica dos estágios intermediários do vida-morte-vida. os tibetanos chamam esses estágios de bardo. acho essa palavra do caralho. com o perdão da profanação. não misturemos budismos com caralhos. o dharma pede calma. não sei o que é sentir calma há muito tempo. budista de shopping que sou. transformar preguiça em músculos. não serei um babaca nesta vida. apesar de, talvez, já ser meio tarde pra isso. nunca é tarde. só a morte interrompe o processo. é preciso se equilibrar entre as interrupções. necessárias. inadiáveis. manter os olhos abertos. e morrer. mais uma vez.

- J.Castro

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você

descobrindo novas maneiras de descobrir você. e eu repito muito a palavra você, mas é que sempre existe um você no meio da zoeira, então eu tenho que ser repetitivo mesmo. às vezes é você. às vezes é outro você. na maioria das vezes tem sido você, mesmo que você não acredite, mas é verdade: é você. então deixa: eu descobrir: você.

- J.Castro

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(suspiro)

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fracasso

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festas nas frestas

as festas: do final: dos tempos.

eu tô apocalipse. nesse mundo de luzinhas chinesas. piscando epilepsias num ritmo confortável. sou convidado para as festas. eu vou. sei lá por qual motivo. mas eu vou. com a disposição incorreta, flamejante, queimando os bons humores dos convidados. da família. dos amigos. já chego com os olhos explodindo provocações. há algo de estranho neste espaço oco que chamo de: dentro de mim. todos percebem. é a beligerância. a bílis, amargando o fundo da língua. nas festas de fim de ano, meu objetivo é apenas um: ficar pelas frestas. e destruir.

as frestas: já foram: maiores.

- J.Castro

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5 poemas do farrusco

lhedar

marcou

naoretorno

some

suruba

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8 poemas de J.Castro

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