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raivas e vuvuzelas

ultracareta

por que essa moda agora em querer resolver as coisas no grito? por que essa raspação infinita dos pigarros chatos e das rouquidões nada sensuais? criando calos nas cordas vocais: pra quê? depois tem problema de pressão. depois tem troço no coração. calma, gente. estamos todos na mesma barca furada. com essa selvageria, o próximo fica lá longe, lá distante. a raiva é o alterador de consciência mais potente que existe. vamos com calma. e deixemos as vuvuzelas em casa, por favor.

- J.Castro

O vídeo acima é uma edição ligeira do vídeo gravado e editado por Bruno Torturra, do Estúdio Fluxo. https://www.youtube.com/user/estudiofluxo

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fluxo cáustico

Um certo desencantamento cáustico desce pela uretra cada vez mais apertada, em golfadas azedas, está aí uma palavra que já usei muito, golfada, e eu nem sei exatamente o que ela significa, outro questionamento que sempre aparece, não saber as coisas, desculpa, sempre achei que um fluxo de consciência tivesse que ser algo parecido com um fluxo de uretra apertada, ou simplesmente uma exibição mecânica da quantidade de merda que a minha mente é capaz de produzir, mas não é só isso, eu faço assim porque é o jeito que sempre fiz e eu não mudei muito com o passar dos anos e também não acho que as pessoas devessem ficar mudando na vida sem pensarem muito de como se está mudando e para onde e por qual razão, acho que essa coisa de liberdade dinâmica precisa ser melhor analisada, posso até estar passando a impressão contrária sobre a minha pessoa, por causa da torneira de palavras que está sempre aberta, mas na vida sou bem fixo e bem parado e bem mesma coisa, eu não gosto nem mesmo de trocar as calças, pra mim uma calça recém-lavada em contato com a pele é um sacrifício de texturas químicas um tanto impossível de pôr em palavras, o que prova minha completa inadequação como escritor, já que sou incapaz até de descrever um transtorno tão simples como esse, um transtorno tão comum, não conseguir colocar as calças, mas imaginem também como faria mal a minha imagem se eu conseguisse ser um primado em eficiência, não, ninguém quer um escritor tão eficiente assim, ninguém quer um escritor que se esqueça da vida enquanto escreve, sempre com o mesmo roupão imundo, transformando o nada em palavra, não, pois é preciso guardar um tempo para os autógrafos em livrarias assépticas, pois o lirismo está morto e as livrarias estão repletas de figurinhas higienizadas, ninguém quer o antigo lirismo de volta, com aqueles imundos líricos de antigamente que se esqueciam, em meio às palavras que explodiam em progressão geométrica na mente, de vestirem uma roupa adequada para saírem à rua quando precisavam de café.

- Vaner Micalopulos
*ilustração de Thiago Micalopulos

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agora

coisas

fogefode

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11 azedumes

amigo

demais

demente

des

destino

fodido

idade

perso

pica

propo

vazio

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assentamento

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a soma

rostinho arrebitado. nariz idem. arrumadinha pra cima. mas não naquele sentido meio pejorativo do arrumadinha. não tem nada de pejorativo em você. muito menos de meio. você é toda inteira. e é claro que você acha que eu falo isso pra todas. eu não falo. eu escrevo. e você está agora, aqui, virando letra. você e esse lábio superior apontado pra cima. esse dente aparecendo. aposto que você odeia esse detalhe. deve achar que é defeito. mas você não sabe de nada. pois a soma dos seus defeitos dá um efeito daqueles. e você nem se dá conta disso.

- J.Castro

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patoprato

na praça dos patos. o calor é tanto que só os patos se aventuram. no calor dos patos. é tanto calor que eu não sei. e você fica aí: colocando as coisas em pratos limpos. as coisas que falamos. as coisas que rimamos. elas estão aí, flutuando no éter. não servem pra nada. ou não servem mais. não adianta colocar as rimas em pratos limpos. a rima já era. pelo menos até a próxima moda. os patos enfiam suas cabeças por entre as asas que daqui me parecem tão molhadas. os patos. nos seus pratos. imundos.

- J.Castro

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