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arco-íris de sofrimento

arcoiris

você tem medo do amor? eu tenho. mas não tenho medo de gente que se ama. o amor, por si, já me fodeu. de verde. de amarelo. de vermelho. de rosa. já me fodeu vestido com todas as cores do espectro visível. um arco-íris de sofrimento. mas isso não me transformou num babaca raivoso com medo de pessoas que só oferecem ameaça aos outros porque são felizes. talvez tenha me deixado daltônico. mas tudo bem. eu sempre gostei de preto. e isso não faz de mim um cara tão macho assim. mantenho distância do amor. mas não de pessoas que se amam. aos babacas raivosos, um recado: deixem o povo se amar, porra. e ao povo que se ama, um pedido: posso pular a parte em que a gente se fantasia de arco-íris?

- J.Castro

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FAZNINE, o fanzine do Um Milhão

faznine

O Um Milhão agora tem fanzine. A gente só trocou o zê pelo êne e o êne pelo zê. Ficou assim: FAZNINE. Temos preguiça para pensar em nomes estilosos. Vocês já percebem isso no próprio nome do coletivo. Mas é o que tem pra hoje.

esquizo que fui

O esquema será esse: todo mês (ou, quem sabe, de duas em duas semanas) existirá uma edição nova, com um ou vários textos e desenhos inéditos do povo aqui do Um Milhão. A estreia ficou com esta prosa esquizo do J.Castro: ESQUIZO QUE SOU E A GÊNESE DO VOCÊ.

esquizo que fui

A próxima edição será um poema de Michel Consolação, ARTERRORISMO (JÁ À VENDA, AQUI).

esquizo que sou

esquizo que sou

Então é isso. Passem lá na lojinha, que é pequena, mas é limpinha:

http://marre.nuvemshop.com.br/

Mais detalhes sobre o “Esquizo que sou”, aqui:
http://umilhao.com.br/esquizo-que-sou/
http://umilhao.com.br/esquizo/

Muito obrigado. Beijo. Poesia pouca é bobagem.

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sacovelho

sacovelho

ela curte uma decrepitude. ela gosta de coisas e pessoas velhas. ela curte saco velho. barrigões resfolegantes suando sobre a pele jovem. ela gosta mesmo. eu queria esquecer essas coisas. mas não consigo. elas me voltam. toda hora. eu fecho os olhos e lá estão os velhos. eu realmente enxergo aqueles babacas. decrépitos. deslumbrados com a guria. grandes babacas deslumbrados numa pequena babaca. nada contra os velhos. apenas contra os velhos dela. difícil esquecer. talvez na minha velhice, quem sabe? eu só queria ser o velho dela. mas com esses outros velhos no meio da história: não dá.

- J.Castro

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me esqueço nos cabelos

cabelos

Mergulhado nos cabelos de esquecimento. Ondas que me arremessam longe e dentro. Correntezas que me afundam com potência. Esteiras de turbulências que me rodopiam como um pião bêbado. Tudo se transforma numa perspectiva autista de máximo conforto, um desejo constante de que tudo se acabe aqui, agora, no meio dos cabelos. Viro feto e faço da cabeleira a minha placenta. Eu sei: imagem nojenta. Mas não há nada de asqueroso nessa proximidade essencial, nessa volta aos estados mais internos da linguagem dos poros. Não há nada de nojento nessa sensação de afogamento inevitável. Estou perdido (e me encontro) no louco vendaval dos seus cabelos de esquecimento.

- Vaner Micalopulos

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espextros

espextros

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bonita de ver

bonita

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amigolonge

amigo

todo mundo chora. será? quando a letra muda, eu me preocupo. quando o quadro muda, eu fico esperto. você é amiguinho. você entende. amigo não serve pra essas coisas? quais coisas? entender. pois bem, você é amiguinho. você tem que entender. todo mundo chora. entende? as letras mudam. entende? por que gastamos todas essas afinidades um com o outro? porque a gente é amigo. e tem que rolar um entendimento. e uma afinidade infinita. tanto daqui quanto daí. bonito isso aí: meu atestado de amizade toma-lá-dá-cá. então, meu amigo, que está longe, eu me preocupo com você. e choro por você. e entendo a distância. e entendo que, às vezes, amigo bom é amigo: longe.

- J.Castro

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