assobio quântico

sutil

Assobio quântico que eu agora preciso aturar. Tão clichê citar física quântica. Tão clichê dizer que algo é clichê. Quase tudo é clichê. Mas este assobio, que desdobra minha autoproclamada mente em ondas crispadas de sentimentos quânticos, está aqui, de um jeito nada clichê, abrindo dimensões. Não são as dores de um amanhã, colocando-se como um ontem quase esquecido. Ou uma memória desgarrada, confundindo-se propositalmente com o manancial das informações geradas pelo agora. É uma suavidade primordial. Sem localização. Mas preenchendo todos os lugares. Numa descansada configuração dessa mente quase sutil. Não sou uma pessoa que simpatiza com as sutilezas. Sou ríspido. Mas meu comportamento de átomo bobo me obriga a experimentar outras configurações na vida. Então eu fico sutil de vez em quando. Só pra variar. Quanticamente falando.

- Vaner Micalopulos
*ilustração de Thiago Micalopulos




postado em por admin em prosa deixe um comentário

POESIA ILUSTRADA

desafogo

miolo

pedravelha

macaco

leia mais

postado em por admin em os gráficos, poesia deixe um comentário

AFTERBUK

buk

AFTERBUK

eu não tenho um pássaro azul
e não sei o que é ser poeta

passarazul

quais pássaros vão para o sul?
por que não fui ser atleta?

todo taful

a rima pode parecer velha
e, muitas vezes, até mesmo gasta
mas tem quem aconselha
tem muita gente que é entusiasta

métrica não dá
métrica não sei
métrica eu acho que é retrocesso
é esmero em excesso

o que é preciso para ser poeta?

ir para o sul?

- Vaner Micalopulos

postado em por admin em os gráficos, poesia deixe um comentário

decepção

decepcao

postado em por admin em os gráficos, poesia deixe um comentário

desenhos do thiago

helensangue

dentro

leia mais

postado em por admin em os gráficos deixe um comentário

CAOS QUE PERTURBA

caos

postado em por admin em os gráficos deixe um comentário

POETA PINEL

922588_523822394391616_1450212360_o

postado em por admin em os gráficos deixe um comentário

A CONCHINHA É O MAL

conchinha

A CONCHINHA É O MAL

chega uma hora na vida
que você só quer
aquele mau hálito de quem se ama
o olho caído que já perdeu
a velha disposição para olhar
e até deseja uma eventual briguinha
só para ver a coisa esquentar.

chega uma hora na vida
que já não se quer
a correria dos matadouros da noite
nem o cheiro dos suadouros feromônicos
que qualquer balcão de bar
oferece no lugar
de um simples gesto de amar.

chega uma hora na vida
que a única coisa que você quer
é uma conchinha
e às vezes você nem olha direito
com quem está entrelaçando
suas pernas carentes:
amanhã estará lá você
com a improvável vizinha.

chega uma hora na vida
que você atura qualquer coisa
só por causa de uma conchinha.

a conchinha é o mal.

- Vaner Micalopulos

postado em por admin em poesia deixe um comentário
www.scriptsell.netBest Premium Wordpress Theme/Best Premium Wordpress Theme/ Top