cornucópica urbana

cornucopia




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2 do Vaner

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rindo da dor

nada de novo
na homenagem
ao torturador.

nada de novo
nos cuspes voando
com tanto ardor.

tipo filme de terror,
que a gente já sabe
o que acontecerá
na próxima sequência,
num fingido pavor.

mas entre o cuspidor
e o torturador,
fico com o primeiro.

do cuspidor eu rio,
acho uma comédia
das boas.

mas o torturador
eu temo,
pois ele ri
da nossa dor.

- Vaner Micalopulos

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bafo gravitacional

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Correndo

Vou correndo, ligado no modo de destruição. Estouro a passada, pois quero estourar todo o resto. Deixo que as dores se acomodem nos espaços aumentados das articulações enferrujadas. Deixo que o quadril baile no desencaixe nevrálgico do desgaste precoce. Deixo que os joelhos fritem nos atritos com o asfalto e nas pancadas dos saltos exagerados. Deixo que a respiração corroa o peito, injetando com fúria carbônica o mal do mundo para dentro dos pulmões. Mais destruição, menos manutenção. Por mais que doa. Sempre me perguntam, em tom de piada: você está correndo de quê? Eu olho para o piadista e respondo: de você. A pessoa ri. Eu não. E sigo correndo.

- Vaner Micalopulos

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amores e dores

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paulistranhamente

são paulo suave
pena que cresce

poesia de
poste
não dá

quer goste você
ou não
mas de poste
não dá pra fazer

postes

luzes vintage
cortando quadros randômicos
em barbarismos de línguas
que nunca viveram
e que nunca morrerão:
lógicas de luz
só sendo de luz
pra entender

a cidade estourada
e sóis cremosos
pairando sobre poças
e bossas

 

o asfalto dorme
lá fora
não aqui

alcatrão hipnagógico

o dinheiro barato
nas rodas duma
wall street tupiniquim

bolsas falsificadas
em galerias pajés
tomadas e bloqueadas
em vão

bolsas axiológicas

 

n’augusta da vida
pessoas ecléticas
no eclético’s

na porta, concreto

a augusta baixa
do lado de cá
sob a força
duma grave gravidade

a elite, pseudoleve
prefere o lado de lá

bares cheios
almas vazias

“mesa? só lá dentro.”

mesa fora

 


almas penadas
sobrevoam a praça roosevelt
aterrada

o cheiro do mijo
esconde catarses
agora soterradas
sob a merda
dos sátiros

 

– poema de J.Castro
– fotos de Vaner Micalopulos

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leitura reta

a leitura reta do poema
desmerece as curvas
que estão aí
para serem apreciadas.

a palavra-meandro
vai pelo rio da linguagem
criando tangentes sinuosas
e desvios de espirais magníficas.

a leitura reta do poema
dá coragem à preguiça do pensamento
e já não enxergo facilidades
e nem uma provável reviravolta
e nem mais nada.

a leitura reta do poema diz:
desencana da volta.

- Vaner Micalopulos

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