um milhão

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“Um Milhão? Que raio de nome é esse? Por que Um Milhão?”

Pode ser que algumas pessoas achem-nos arrogantes depois da explicação. Pode ser.

Há alguns anos, a irmã do Caetano Veloso, a Maria Bethânia, entrou com um edital para conseguir uma grana, através das leis de incentivo fiscal, que financiasse um blog de poesia, com postagens diárias da cantora recitando e cantando as eternas poesias dos bons e mortos poetas do nosso Brasil. Tudo isso com vídeo diário, produzido por super produtora e tudo mais. Até aí tudo bem, não fosse o valor do orçamento do blog: um milhão e trezentos mil reais. É claro que a mídia caiu matando, afinal de contas, um blog não deveria, por definição, ser algo barato?

O projeto da irmã do Caetano caiu na boca do povo e não demorou muito para que ele fosse retirado do edital. Se não fosse a repercussão do caso, o projeto teria muito provavelmente passado.

Isso foi bom ou não para a poesia brasileira? Não sabemos. Mas sabemos que um milhão e trezentos mil reais tornariam possível o lançamento de aproximadamente 150 edições (com tiragens de cinco mil livros) de livros de poetas desconhecidos pelo Brasil afora. Cento e cinquenta bons e abnegados poetas que são apenas conhecidos em suas rodas e regiões e que teriam a chance de verem-se publicados, muitos deles pela primeira vez. Imaginem a força que cento e cinquenta bons livros de poesia lançados numa mesma semana teriam sobre o panorama da tão apagadinha poesia contemporânea brasileira? Seria um choque e tanto.

É claro que nós aqui ficamos de cara com esse orçamento. Mas como amamos a Bethânia de montão, mas de montão mesmo, apenas fizemos um outro blog, meio como uma homenagem. Ao contrário.

Para acabarmos com a lengalenga logo, inspirados por um orçamento que nunca teríamos, criamos um blog modesto, mas limpinho, com poesia autoral da panelinha aqui do grupo que vocês hoje já conhecem mais ou menos bem como Um Milhão.

Umilhão, para os íntimos.

 

“O Um Milhão é um coletivo? É uma galerinha? É o quê?”

É um coletivo se o sentido da palavra estiver apenas relacionado ao fato de sermos um grupo. Mas se a definição de coletivo exige que as partes do grupo sejam, enfim, unidas, então não sei bem se podemos nos chamar de “coletivo”. Tem gente do grupo que faria uma piada com ônibus no meio.

Cada poeta escreve no seu ritmo sob um falso controle de quem acha que edita o negócio todo. É claro que grande parte do processo é consumido pela edição, sempre fervente e orgânica. Damos aos poetas a função de apenas escreverem.

Poeteiros.

Poetas como Michel Consolação que a gente não tem nem certeza se ele sabe ligar um computador ou não. Ou como o J.Castro, mais habituado aos ambientes computacionais, mas que tem a chance de ter a sua poesia passada pela revisão de amigos e até mesmo pela revisão, sempre perigosa, das milhares de pessoas que o leem.

A gente é um coletivo? Não sei. Acho que não. A gente é uma galera que gosta de poesia, mas muito mais do que apenas ler poesia, ou endeusar a poesia, gostamos mesmo é de fazer poesia. É assim que reverenciamos a dita.

artistas

Vaner Micalopulos
Eu sou tão inseguro que leio os mesmo livros mais de uma vez com medo de ter perdido alguma coisa nas primeiras leituras.
Vaner não tem muito o que falar sobre ele mesmo porque é ele que está escrevendo isso, então ele não tem muito saco pra falar sobre ele mesmo. Ele também gosta de falar sobre ele mesmo na terceira pessoa. Este é o nome de verdade dele. Não é pseudônimo. Não é nome inventado. É isso mesmo. Grande coisa. Vaner é cineasta também. Mas apenas nas horas pagas. E é ele que faz grande parte dos designs dos posts. Podemos dizer que ele é o editor-chefe do site. Mas chefe mesmo, só no nome. Tem 37 anos e está vendo a ladeira por uma perspectiva diferente: a do cara que está descendo-a, finalmente. Agora é só gravidade. E pra baixo, já sabemos, todo santo ajuda.   

veja os posts do Vaner
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J.Castro
no meio da ebulição, uma pequena bolha de permanência: um eu assim. e deixem-me, porque eu sou assim.

James Castro. Isso mesmo. O Jota é de James. Acho bom já começar por aí. J.Castro é um jornalista e designer paulistano, filho de pai americano e mãe brasileira, que já viajou boa parte do mundo (e agora começará a viajar pela má parte) por conta de sua profissão (ele é jornalista de viagem) e que agora, diz ele, quer parar num ponto só, e escrever. Conheceu o Vaner Micalopulos (que ele chama de “Grego”) num curso de filosofia grega que ambos faziam na faculdade de Atenas. Eram brasileiros e poetas, em Atenas. Coincidência ou maldição? “Não sei, meu irmão, vamos encher a cara”. Quando voltaram ao Brasil (separados, é bom que se diga), começaram a pensar em maneiras de propagar suas poesias. O resultado é isto aqui, que tá propagando mais ou menos. Mas tá propagando.

veja os posts do J.Castro
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Michel Consolação
Quem inventou a seriedade só podia estar de brincadeira
Michel é o urso do Baixo Augusta. Nada mais clichê do que um poeta da boca do lixo. Michel não é tão contra cultural como se pensa. As pessoas pensam isso por conta da barba. Imaginam coisas. Tem 37 anos e quando deixa o cargo de poeta para descansar (não é mole ser poeta em tempo integral), trabalha como revisor de textos em áreas diversas e, às vezes, faz uns frilas de redator não sabemos muito bem onde. Quando perguntado se gostaria que sua poesia fizesse sucesso logo para que ele apenas escrevesse poesia, respondeu: “Afe, não sei se gosto dessa ideia, não”. Ficou conhecido aqui entre nós por alguns poemas fofos-sujos como CRESCER É ESQUECER, OS FEIOS SÃO BELOS, TANTO MAL, entre outros aí.

veja os posts do Michel
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Thiago Micalopulos
Artista renascentista barroco roquenrol.
Vocês sabem que estamos todos aqui por causa da poesia, dos textos, da literatura, dos minimalismos canalhas do J.Castro ou do lirismo vagabundo do Michel Consolação, mas vocês nunca se perguntaram de onde saem essas ilustrações maravilhosas que perfeitamente completam algumas de nossas poesias e textos? Pois bem, vamos dar nome ao boi: Thiago Micalopulos. Oi, Thiago, cara de boi. Vocês acreditam que ele nem queria que comentássemos sobre sua existência? Modéstia artística é isso aí. Como nós achamos que modéstia artística é um oxímoro, então está aí o justo crédito. É pura poesia gráfica.

veja os posts do Thiago





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